O presidente da República em exercício, Michel Temer, sancionou alteração na Lei 8.080, de 1990, que inclui a atividade física como fator determinante da saúde.
A sanção foi publicada hoje (25) no Diário Oficial da União e traz ao Sistema Único de Saúde (SUS) a responsabilidade pela gestão de ações de vigilância epidemiológica. A mudança no texto cria uma possibilidade de financiamento para o setor.
Antes da inclusão da atividade física, a lei estabelecia como fatores determinantes e condicionantes da saúde, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais.
Por Jornalismo Portal EF
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sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
CORPO IDEAL NÃO ESTÁ ASSOCIADO AO USO DE ANABOLIZANTES, DIZ PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA.
“Corpo com músculos desenvolvidos é aspecto de treino, disciplina, alimentação e tempo, principalmente”, explica Odinei de Jesus.
O Profissional de Educação Física especialista em fisiologia do exercício, Odinei Rosa de Jesus, explica que muitas pessoas acreditam que apenas o consumo de esteróides-anabolizantes é necessário para se alcançar um corpo com músculos definidos. A crença é incorreta, pois quem deseja alcançar o “corpo ideal” necessita bem mais do que isso, afirma.
Corpo com músculos não é, necessariamente, reflexo do uso de anabolizantes. “Corpo com músculos desenvolvidos é aspecto de treino, disciplina, alimentação e tempo, principalmente”, explica Odinei de Jesus.
As quatro variáveis citadas são essenciais para o desenvolvimento dos músculos. A disciplina é fundamental para seguir à risca o treinamento indicado pelo Profissional de Educação Física. “A disciplina é imprescindível para conseguir treinar todos os dias e fazer o que tem que ser feito e não o que se quer fazer, além de alimentar-se adequadamente”. Alimentação, inclusive, é uma das variáveis citadas.
Alimentar-se adequadamente, segundo Odinei de Jesus, é comer a cada três horas e consumir o alimento certo. “Comer é colocar alguma coisa na boca, mastigar e engolir. Se alimentar, ou alimentar o seu corpo, é o ato de comer, mas com nutrientes que serão captados e aproveitados por sua musculatura”, explica.
O terceiro aspecto é o treino, que consiste não apenas na execução dos exercícios, mas também no descanso adequado. “As pessoas têm um sistema de treino. Se hoje é para levantar uma tonelada, ele vai levantar uma tonelada. Se hoje é para levantar 100 gramas, ele vai levantar 100 gramas. Ele não tem escolha, tem que fazer o que tem que ser feito no período que ele está em treinamento”, diz.
O Profissional de Educação Física afirma que para alcançar o objetivo requer dedicação. “Pessoas que estão em treinamento físico são vistas, às vezes, como anti-sociais porque saem e não bebem junto com as outras pessoas. Não comem o que as pessoas comem. Isso é normal, se quer deixar o corpo musculoso, pelo menos no início. A pessoa terá que dormir cedo, porque precisa de pelo menos oito horas de sono”.
Seguindo todas as recomendações, ainda é necessário ter paciência para deixar que o tempo cumpra o seu papel. “Requer tempo, porque a atividade é crônica”. Segundo ele, são necessários, pelo menos, oito meses de dedicação e esforço para ver o resultado no corpo. “São 32 semanas, no mínimo, de dedicação para ver um corpo mais musculoso, torneado”.
“E as pessoas ainda acham que basta tomar anabolizante, e não fazer nada disso que eu falei, para ficar musculoso”. Odinei de Jesus explica que o material, feito à base de testosterona sintética, é apenas um amplificador do desenvolvimento muscular. O uso dos esteróides-anabolizantes, no entanto, é proibido no Brasil. “Testosterona é o hormônio principal do esteróide-anabolizante e serve apenas para dar um ‘upgrade’ no físico.
A pessoa vai ficar musculosa e vai chegar ao limite. E quando atingir esse limite muscular, se ele quiser mais crescimento, talvez tenha que fazer uso de esteróide-anabolizante. Mas até para fazer uso de esteróide-anabolizante, ele precisa estar pronto e ser orientado”, afirma.
Segundo Odinei de Jesus, muitas pessoas têm procurado médicos-desportistas e endocrinologistas para fazer reposição hormonal, prática que, assim como o esteróide-anabolizante, utiliza a aplicação de testosterona, tanto em homens como em mulheres.
Muitos benefícios são gerados pela reposição hormonal, que é utilizada, inclusive, para o tratamento de doenças que atingem o desenvolvimento e crescimento corporal, como o raquitismo e o nanismo. Entretanto, o uso de anabolizantes, em quantidades não recomendadas, pode provocar desde acnes, odor desagradável, mau hálito e queda de cabelo até a impotência sexual e a morte.
“Por causa do uso abusivo de esteróide-anabolizante, quando a pessoa deixa de utilizar, começa a perder massa muscular, começa a engordar. Pode até aumentar a pressão arterial e provocar o diabetes”, diz.
O uso indiscriminado de anabolizantes, geralmente comprados no mercado negro, só traz malefícios ao consumidor, afirma. “Essa ansiedade em ficar musculoso só trará malefícios a quem compra e nem sabe se é a fórmula verdadeira, não sabe o que está colocando dentro do corpo”, completa.
Suplemento e complemento alimentar
Odinei de Jesus reforça que é importante não confundir anabolizantes com suplementos e complementos alimentares. Estes elementos são provenientes dos alimentos e contêm os nutrientes necessários ao corpo humano. Um mesmo produto pode ser complemento ou suplemento, se difere apenas na função desempenhada.
Pessoas que não consomem verduras e legumes, por exemplo, necessitam de suplementos alimentares para suprir as necessidades de vitaminas e sais minerais que são provenientes dos vegetais. O mesmo produto será consumido por pessoas que se alimentam de verduras e legumes, mas que, no entanto, necessitam de maior quantidade, devido ao desgaste provocado pela prática intensiva de exercícios físicos. Neste caso o produto tem uma função complementar, sendo denominado complemento alimentar.
Matéria retirada do site Portal da Educação Física
O Profissional de Educação Física especialista em fisiologia do exercício, Odinei Rosa de Jesus, explica que muitas pessoas acreditam que apenas o consumo de esteróides-anabolizantes é necessário para se alcançar um corpo com músculos definidos. A crença é incorreta, pois quem deseja alcançar o “corpo ideal” necessita bem mais do que isso, afirma.
Corpo com músculos não é, necessariamente, reflexo do uso de anabolizantes. “Corpo com músculos desenvolvidos é aspecto de treino, disciplina, alimentação e tempo, principalmente”, explica Odinei de Jesus.
As quatro variáveis citadas são essenciais para o desenvolvimento dos músculos. A disciplina é fundamental para seguir à risca o treinamento indicado pelo Profissional de Educação Física. “A disciplina é imprescindível para conseguir treinar todos os dias e fazer o que tem que ser feito e não o que se quer fazer, além de alimentar-se adequadamente”. Alimentação, inclusive, é uma das variáveis citadas.
Alimentar-se adequadamente, segundo Odinei de Jesus, é comer a cada três horas e consumir o alimento certo. “Comer é colocar alguma coisa na boca, mastigar e engolir. Se alimentar, ou alimentar o seu corpo, é o ato de comer, mas com nutrientes que serão captados e aproveitados por sua musculatura”, explica.
O terceiro aspecto é o treino, que consiste não apenas na execução dos exercícios, mas também no descanso adequado. “As pessoas têm um sistema de treino. Se hoje é para levantar uma tonelada, ele vai levantar uma tonelada. Se hoje é para levantar 100 gramas, ele vai levantar 100 gramas. Ele não tem escolha, tem que fazer o que tem que ser feito no período que ele está em treinamento”, diz.
O Profissional de Educação Física afirma que para alcançar o objetivo requer dedicação. “Pessoas que estão em treinamento físico são vistas, às vezes, como anti-sociais porque saem e não bebem junto com as outras pessoas. Não comem o que as pessoas comem. Isso é normal, se quer deixar o corpo musculoso, pelo menos no início. A pessoa terá que dormir cedo, porque precisa de pelo menos oito horas de sono”.
Seguindo todas as recomendações, ainda é necessário ter paciência para deixar que o tempo cumpra o seu papel. “Requer tempo, porque a atividade é crônica”. Segundo ele, são necessários, pelo menos, oito meses de dedicação e esforço para ver o resultado no corpo. “São 32 semanas, no mínimo, de dedicação para ver um corpo mais musculoso, torneado”.
“E as pessoas ainda acham que basta tomar anabolizante, e não fazer nada disso que eu falei, para ficar musculoso”. Odinei de Jesus explica que o material, feito à base de testosterona sintética, é apenas um amplificador do desenvolvimento muscular. O uso dos esteróides-anabolizantes, no entanto, é proibido no Brasil. “Testosterona é o hormônio principal do esteróide-anabolizante e serve apenas para dar um ‘upgrade’ no físico.
A pessoa vai ficar musculosa e vai chegar ao limite. E quando atingir esse limite muscular, se ele quiser mais crescimento, talvez tenha que fazer uso de esteróide-anabolizante. Mas até para fazer uso de esteróide-anabolizante, ele precisa estar pronto e ser orientado”, afirma.
Segundo Odinei de Jesus, muitas pessoas têm procurado médicos-desportistas e endocrinologistas para fazer reposição hormonal, prática que, assim como o esteróide-anabolizante, utiliza a aplicação de testosterona, tanto em homens como em mulheres.
Muitos benefícios são gerados pela reposição hormonal, que é utilizada, inclusive, para o tratamento de doenças que atingem o desenvolvimento e crescimento corporal, como o raquitismo e o nanismo. Entretanto, o uso de anabolizantes, em quantidades não recomendadas, pode provocar desde acnes, odor desagradável, mau hálito e queda de cabelo até a impotência sexual e a morte.
“Por causa do uso abusivo de esteróide-anabolizante, quando a pessoa deixa de utilizar, começa a perder massa muscular, começa a engordar. Pode até aumentar a pressão arterial e provocar o diabetes”, diz.
O uso indiscriminado de anabolizantes, geralmente comprados no mercado negro, só traz malefícios ao consumidor, afirma. “Essa ansiedade em ficar musculoso só trará malefícios a quem compra e nem sabe se é a fórmula verdadeira, não sabe o que está colocando dentro do corpo”, completa.
Suplemento e complemento alimentar
Odinei de Jesus reforça que é importante não confundir anabolizantes com suplementos e complementos alimentares. Estes elementos são provenientes dos alimentos e contêm os nutrientes necessários ao corpo humano. Um mesmo produto pode ser complemento ou suplemento, se difere apenas na função desempenhada.
Pessoas que não consomem verduras e legumes, por exemplo, necessitam de suplementos alimentares para suprir as necessidades de vitaminas e sais minerais que são provenientes dos vegetais. O mesmo produto será consumido por pessoas que se alimentam de verduras e legumes, mas que, no entanto, necessitam de maior quantidade, devido ao desgaste provocado pela prática intensiva de exercícios físicos. Neste caso o produto tem uma função complementar, sendo denominado complemento alimentar.
Matéria retirada do site Portal da Educação Física
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
CAFEÍNA AJUDA NA PERFORMANCE, ADIA A FADIGA E FACILITA A QUEBRA DE GORDURA
A cafeína presente no café, mate, chá verde e em bebidas a base de cola passou a ser muito consumida por atletas, após diversos estudos atestarem seus benefícios para a prática esportiva.
A cafeína tem a capacidade de diminuir a percepção de esforço ao exercício físico, sendo assim, o atleta consegue realizar mais exercícios, já que tem a sensação de serem mais fáceis do que realmente são! Além disso, o componente retarda a fadiga ao poupar os estoques de glicogênio muscular.
Se o objetivo é perder peso, o cafezinho ajuda na quebra do tecido de gordura, favorecendo a eliminação dos excessos e a perda de peso. Porém, esses benefícios são vetados para pessoas com problemas estomacais, cardíacos ou de pressão, além daqueles que enfrentam dificuldades para dormir. É comum ver pessoas que tomam duas xícaras de café, e depois de certo tempo, passam para cinco xícaras; essa atitude merece atenção! O ideal é manter os efeitos benéficos sem se tornar dependente.
Por Jornalismo Portal EF
A cafeína tem a capacidade de diminuir a percepção de esforço ao exercício físico, sendo assim, o atleta consegue realizar mais exercícios, já que tem a sensação de serem mais fáceis do que realmente são! Além disso, o componente retarda a fadiga ao poupar os estoques de glicogênio muscular.
Se o objetivo é perder peso, o cafezinho ajuda na quebra do tecido de gordura, favorecendo a eliminação dos excessos e a perda de peso. Porém, esses benefícios são vetados para pessoas com problemas estomacais, cardíacos ou de pressão, além daqueles que enfrentam dificuldades para dormir. É comum ver pessoas que tomam duas xícaras de café, e depois de certo tempo, passam para cinco xícaras; essa atitude merece atenção! O ideal é manter os efeitos benéficos sem se tornar dependente.
Por Jornalismo Portal EF
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
CARNE VERMELHA EM EXCESSO É PREJUDICIAL À SAÚDE? VEJA MITOS E VERDADES
Poucos alimentos são tão polêmicos como a carne vermelha. Tanto que muitas pessoas a baniram do cardápio. Mas será que esta atitude radical é necessária?
De acordo com Carolina Mantelli Borges, médica pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia pela Universidade de São Paulo (USP), responsável pela área de endocrinologia da Clínica de Especialidades Integrada (SP), o item não é o vilão como muitos pensam.
"Controlando a quantidade e escolhendo o tipo mais saudável, além de não prejudicar a saúde, é possível se obter nutrientes essenciais ao organismo", diz ela.
A carne vermelha é excelente fonte de proteína de alto valor biológico, que fornece todos os aminoácidos necessários ao metabolismo. Tais moléculas, além de gerar energia para o corpo, são responsáveis pela formação da estrutura muscular.
O alimento ainda apresenta vitaminas como a B12, ferro e gorduras saturadas que, em proporções adequadas, são importantes para a saúde porque agem na absorção e no transporte de vitaminas (A, D, E e K), participam do metabolismo de hormônios e constituem partes formadoras das membranas celulares", informa o nutrólogo André Veinert, titulado pela Abran (Associação Brasileira de Nutrologia) e pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE).
Escolhas certas
A nova pirâmide alimentar, apresentada em junho último no 5º Congresso Brasileiro de Nutrição Integrada, continua sugerindo o consumo diário de uma porção de carnes e ovos, "com maior destaque para os peixes do tipo salmão, sardinha e regionais, e para os cortes mais magros e grelhados, frango sem pele e ovos". Isso significa que é fundamental adotar alguns critérios na hora de comer carne vermelha.
Dentre os cortes mais magros, destacam-se filé mignon, lagarto, patinho, alcatra, maminha e coxão duro; já a picanha e o contrafilé são mais gordurosos e devem ser consumidos esporadicamente.
Além de mais saudáveis, algumas partes do boi não colocam a balança em risco. Tal dado deve ser levado em consideração se pensarmos que, de acordo com a última pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), 51% da população brasileira está acima do peso, a proporção avançou de 42,7%, em 2006, para 51%, em 2012. Sendo que 54% dos homens estão acima do peso, contra 48% das mulheres. fazendo com que mais da metade da população esteja, hoje, acima do peso.
Fonte de nutrientes
Vale destacar, também, que a carne vermelha é o alimento que mais contém ferro, vitaminas do complexo B, zinco, magnésio, sódio, potássio e outros nutrientes. E tem mais, o ferro contido nela é melhor absorvido pelo organismo do que o existente em itens de origem vegetal.
Mesmo assim, quem se abstém de consumi-la e faz boas escolhas à mesa não coloca a saúde a prêmio. "A carne faz parte de uma alimentação equilibrada, mas é possível viver sem ela", sustenta a endocrinologista Carolina Mantelli Borges.
Para quem não consome carne, é importante obter informações de como substituí-la adequadamente – e, se for necessário, complementar a dieta com suplementos vitamínicos. "Se o indivíduo tem um menu balanceado, pode dispensar a carne vermelha, pois alimentos de origem vegetal são capazes de suprir esta falta. É preciso ficar atento, porém, para a questão vitamínica", conclui Veinert.
Nada em excesso
Para o nutrólogo, o consumo de carne vermelha deve ser moderado e acompanhado de alimentação saudável e prática regular de atividade física: "O excesso diário em corte e preparo errados, e os tipos processados –como a salsicha – devem ser evitados, já que sabemos que o aumento de doenças cardiovasculares e de câncer no aparelho digestivo pode estar ligado à ingestão exagerada de carne e gordura."
A endocrinologista, por sua vez, diz que há outros riscos, como obesidade, diabetes, aumento do colesterol e hipertensão e que o ideal é comer carne vermelha cerca de três vezes por semana, em cortes magros e dentro de refeições equilibradas. "Sugiro variar entre carnes, peixes e aves, oferecendo outras oportunidades nutricionais ao organismo", conclui.
Carnes preparadas fritas em imersão aumentam o grau de gorduras saturadas, que elevam o colesterol ruim (LDL) que se deposita nas artérias, fazendo crescer o risco de surgirem problemas no coração. Sem falar que o valor calórico do prato também aumenta. "Consuma carnes grelhadas, cozidas ou assadas, que mantêm os benefícios do alimento e são mais saudáveis", recomenda o nutrólogo.
Matéria publicada em Portal Uol
De acordo com Carolina Mantelli Borges, médica pós-graduada em Endocrinologia e Metabologia pela Universidade de São Paulo (USP), responsável pela área de endocrinologia da Clínica de Especialidades Integrada (SP), o item não é o vilão como muitos pensam.
"Controlando a quantidade e escolhendo o tipo mais saudável, além de não prejudicar a saúde, é possível se obter nutrientes essenciais ao organismo", diz ela.
A carne vermelha é excelente fonte de proteína de alto valor biológico, que fornece todos os aminoácidos necessários ao metabolismo. Tais moléculas, além de gerar energia para o corpo, são responsáveis pela formação da estrutura muscular.
O alimento ainda apresenta vitaminas como a B12, ferro e gorduras saturadas que, em proporções adequadas, são importantes para a saúde porque agem na absorção e no transporte de vitaminas (A, D, E e K), participam do metabolismo de hormônios e constituem partes formadoras das membranas celulares", informa o nutrólogo André Veinert, titulado pela Abran (Associação Brasileira de Nutrologia) e pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE).
Escolhas certas
A nova pirâmide alimentar, apresentada em junho último no 5º Congresso Brasileiro de Nutrição Integrada, continua sugerindo o consumo diário de uma porção de carnes e ovos, "com maior destaque para os peixes do tipo salmão, sardinha e regionais, e para os cortes mais magros e grelhados, frango sem pele e ovos". Isso significa que é fundamental adotar alguns critérios na hora de comer carne vermelha.
Dentre os cortes mais magros, destacam-se filé mignon, lagarto, patinho, alcatra, maminha e coxão duro; já a picanha e o contrafilé são mais gordurosos e devem ser consumidos esporadicamente.
Além de mais saudáveis, algumas partes do boi não colocam a balança em risco. Tal dado deve ser levado em consideração se pensarmos que, de acordo com a última pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), 51% da população brasileira está acima do peso, a proporção avançou de 42,7%, em 2006, para 51%, em 2012. Sendo que 54% dos homens estão acima do peso, contra 48% das mulheres. fazendo com que mais da metade da população esteja, hoje, acima do peso.
Fonte de nutrientes
Vale destacar, também, que a carne vermelha é o alimento que mais contém ferro, vitaminas do complexo B, zinco, magnésio, sódio, potássio e outros nutrientes. E tem mais, o ferro contido nela é melhor absorvido pelo organismo do que o existente em itens de origem vegetal.
Mesmo assim, quem se abstém de consumi-la e faz boas escolhas à mesa não coloca a saúde a prêmio. "A carne faz parte de uma alimentação equilibrada, mas é possível viver sem ela", sustenta a endocrinologista Carolina Mantelli Borges.
Para quem não consome carne, é importante obter informações de como substituí-la adequadamente – e, se for necessário, complementar a dieta com suplementos vitamínicos. "Se o indivíduo tem um menu balanceado, pode dispensar a carne vermelha, pois alimentos de origem vegetal são capazes de suprir esta falta. É preciso ficar atento, porém, para a questão vitamínica", conclui Veinert.
Nada em excesso
Para o nutrólogo, o consumo de carne vermelha deve ser moderado e acompanhado de alimentação saudável e prática regular de atividade física: "O excesso diário em corte e preparo errados, e os tipos processados –como a salsicha – devem ser evitados, já que sabemos que o aumento de doenças cardiovasculares e de câncer no aparelho digestivo pode estar ligado à ingestão exagerada de carne e gordura."
A endocrinologista, por sua vez, diz que há outros riscos, como obesidade, diabetes, aumento do colesterol e hipertensão e que o ideal é comer carne vermelha cerca de três vezes por semana, em cortes magros e dentro de refeições equilibradas. "Sugiro variar entre carnes, peixes e aves, oferecendo outras oportunidades nutricionais ao organismo", conclui.
Carnes preparadas fritas em imersão aumentam o grau de gorduras saturadas, que elevam o colesterol ruim (LDL) que se deposita nas artérias, fazendo crescer o risco de surgirem problemas no coração. Sem falar que o valor calórico do prato também aumenta. "Consuma carnes grelhadas, cozidas ou assadas, que mantêm os benefícios do alimento e são mais saudáveis", recomenda o nutrólogo.
Matéria publicada em Portal Uol
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
CONFIRA 10 MITOS E VERDADES SOBRE ATIVIDADE FÍSICA
O personal trainer Matheus Zanchet tira as principais dúvidas sobre a atividade física.
1 – Exercício localizado auxilia na redução de medidas?
MITO. O que faz reduzir as circunferências em excesso é uma boa dieta. Atividade aeróbica também ajuda, porque aumenta o gasto calórico.
No treino aeróbico, a pessoa perde gordura no corpo todo, não apenas no abdômen. E os exercícios localizados não fazem com que a perda de gordura ocorra em uma região específica. O gasto calórico dos abdominais é irrisório, não serve para emagrecer.
2 – A gordura vira músculo com treinamento físico?
MITO. O exercício não destrói os depósitos de gordura. Na verdade, ele ajuda a queimar calorias provenientes da gordura. Quando você diminui o peso por meio de dieta e exercício, ocorre a redução do volume das células adiposas, ou seja, elas continuam lá, mesmo depois de você ter emagrecido. A diminuição da quantidade de células gordurosas somente é feita por procedimento cirúrgico, como lipoaspiração ou outros métodos.
3 – Correr com agasalho ajuda a emagrecer ?
MITO. Nunca se agasalhe demais ou enrole plásticos no corpo para se exercitar. A perda de peso ocorrerá devido à desidratação. O volume é reposto imediatamente após o exercício. Roupas ideais permitem a regulação da temperatura corporal, necessária para um bom funcionamento das reações fisiológicas que ocorrem durante o treino.
Inverno - É preciso conservar o calor corporal e evitar sua perda para o ambiente mais frio.
Verão - É necessário vestir roupas que permitam a perda de calor, mantendo a temperatura do corpo confortável.
4 – Após a atividade física, você deve sentir dor para que o exercício surta efeito?
MITO. Não é preciso que você sinta dor muscular para ter bons resultados. Porém, se você está parado (a) há muito tempo, ao iniciar um programa de exercícios, provavelmente sentirá dor muscular devido ao estímulo dado ao músculo que não está acostumado com determinado exercício. Assim, o treino deverá ser progressivo, iniciando de acordo com o seu condicionamento, para não causar lesões. Atletas que trabalham no limite do condicionamento também estão sujeitos a dores e a lesões, por isso, devem fazer um trabalho com acompanhamento e orientação de um profissional competente.
5 – O treinamento funcional promove hipertrofia muscular?
MITO. O treinamento funcional apenas gera ao iniciante um ganho de força expressivo e ligeira hipertrofia, acompanhados de um condicionamento físico excelente. Mas isso ocorre com qualquer pessoa que começa a se exercitar. Então, o treinamento funcional NÃO promove hipertrofia muscular.
6 – Cãibra indica desidratação?
VERDADE. A deficiência de potássio pode ser um diagnóstico precoce demais, pois as contrações estão mais ligadas a baixos níveis de magnésio e sódio.
Além de hidratação insuficiente, falta de alongamento e excesso de esforço também são possíveis causas. Se encher de banana não é a solução para nunca mais ter cãibra. Ao sentir a dor, é melhor parar, beber água ou isotônico, alongar a região afetada e esperar a dor passar.
7 – Para aumentar a massa muscular, é necessário repouso?
VERDADE. O aumento da massa muscular não ocorre durante o exercício, mas no período de repouso. É preciso pelo menos 12 horas de descanso para o músculo recuperar o estoque de energia gasto durante o exercício e se refazer dos micro traumas ou lesões provocados pelo esforço. É esse processo que cria volume e definição muscular.
8 – É proibido correr na gravidez?
MITO. O mais comum é reduzir o volume e a intensidade dos treinos – os batimentos cardíacos não devem ultrapassar media de 140 por minuto. Mas, se a gestação vai bem e seu médico liberou a corrida, é possível ir em frente até o oitavo mês, quando o melhor é mudar para uma caminhada leve. Complementar a corrida com uma modalidade de baixa intensidade (como ginástica funcional ou localizada sem carga) é uma boa para reforçar a musculatura, pois a oscilação dos hormônios neste período deixa as articulações sensíveis e carentes de sustentação. Outra medida importante é ficar atenta a dores nas regiões lombar e pélvica, estabilidade da frequência cardíaca e perda de urina quando corre, que podem indicar se é necessário interromper ou adaptar o exercício.
9 – A prática de pilates aumenta a massa muscular e a flexibilidade?
VERDADE. O aluno conseguirá definir a musculatura, sem aumentar muito o seu volume. O foco do pilates não é hipertrofia. O resultado não está relacionado ao número de repetições, mas pela qualidade do movimento. A consciência corporal adquirida, somada a um trabalho da estrutura musculoesquelética, permite a execução dos exercícios com eficiência e segurança.
10 – Quanto maior a passada, melhor a corrida?
MITO. A amplitude da passada varia de acordo com o perfil e o tipo físico de cada corredor. Se suas pernas são curtas, por exemplo, a passada longa vai exigir um esforço excessivo. Nesse caso, o ideal é dar passadas mais curtas, em maior número. Assim, você economiza esforço e o exercício rende mais. Mesmo para quem tem pernas compridas, passadas abertas demais podem resultar em um gasto maior de energia e maior perigo de lesão por causa do impacto com o solo. Conheça seu corpo, seus limites e teste diferentes tamanhos de passada até encontrar o ritmo mais confortável.
Matéria publicada em blog Barra de Cereal (Jornal Zero Hora)
1 – Exercício localizado auxilia na redução de medidas?
MITO. O que faz reduzir as circunferências em excesso é uma boa dieta. Atividade aeróbica também ajuda, porque aumenta o gasto calórico.
No treino aeróbico, a pessoa perde gordura no corpo todo, não apenas no abdômen. E os exercícios localizados não fazem com que a perda de gordura ocorra em uma região específica. O gasto calórico dos abdominais é irrisório, não serve para emagrecer.
2 – A gordura vira músculo com treinamento físico?
MITO. O exercício não destrói os depósitos de gordura. Na verdade, ele ajuda a queimar calorias provenientes da gordura. Quando você diminui o peso por meio de dieta e exercício, ocorre a redução do volume das células adiposas, ou seja, elas continuam lá, mesmo depois de você ter emagrecido. A diminuição da quantidade de células gordurosas somente é feita por procedimento cirúrgico, como lipoaspiração ou outros métodos.
3 – Correr com agasalho ajuda a emagrecer ?
MITO. Nunca se agasalhe demais ou enrole plásticos no corpo para se exercitar. A perda de peso ocorrerá devido à desidratação. O volume é reposto imediatamente após o exercício. Roupas ideais permitem a regulação da temperatura corporal, necessária para um bom funcionamento das reações fisiológicas que ocorrem durante o treino.
Inverno - É preciso conservar o calor corporal e evitar sua perda para o ambiente mais frio.
Verão - É necessário vestir roupas que permitam a perda de calor, mantendo a temperatura do corpo confortável.
4 – Após a atividade física, você deve sentir dor para que o exercício surta efeito?
MITO. Não é preciso que você sinta dor muscular para ter bons resultados. Porém, se você está parado (a) há muito tempo, ao iniciar um programa de exercícios, provavelmente sentirá dor muscular devido ao estímulo dado ao músculo que não está acostumado com determinado exercício. Assim, o treino deverá ser progressivo, iniciando de acordo com o seu condicionamento, para não causar lesões. Atletas que trabalham no limite do condicionamento também estão sujeitos a dores e a lesões, por isso, devem fazer um trabalho com acompanhamento e orientação de um profissional competente.
5 – O treinamento funcional promove hipertrofia muscular?
MITO. O treinamento funcional apenas gera ao iniciante um ganho de força expressivo e ligeira hipertrofia, acompanhados de um condicionamento físico excelente. Mas isso ocorre com qualquer pessoa que começa a se exercitar. Então, o treinamento funcional NÃO promove hipertrofia muscular.
6 – Cãibra indica desidratação?
VERDADE. A deficiência de potássio pode ser um diagnóstico precoce demais, pois as contrações estão mais ligadas a baixos níveis de magnésio e sódio.
Além de hidratação insuficiente, falta de alongamento e excesso de esforço também são possíveis causas. Se encher de banana não é a solução para nunca mais ter cãibra. Ao sentir a dor, é melhor parar, beber água ou isotônico, alongar a região afetada e esperar a dor passar.
7 – Para aumentar a massa muscular, é necessário repouso?
VERDADE. O aumento da massa muscular não ocorre durante o exercício, mas no período de repouso. É preciso pelo menos 12 horas de descanso para o músculo recuperar o estoque de energia gasto durante o exercício e se refazer dos micro traumas ou lesões provocados pelo esforço. É esse processo que cria volume e definição muscular.
8 – É proibido correr na gravidez?
MITO. O mais comum é reduzir o volume e a intensidade dos treinos – os batimentos cardíacos não devem ultrapassar media de 140 por minuto. Mas, se a gestação vai bem e seu médico liberou a corrida, é possível ir em frente até o oitavo mês, quando o melhor é mudar para uma caminhada leve. Complementar a corrida com uma modalidade de baixa intensidade (como ginástica funcional ou localizada sem carga) é uma boa para reforçar a musculatura, pois a oscilação dos hormônios neste período deixa as articulações sensíveis e carentes de sustentação. Outra medida importante é ficar atenta a dores nas regiões lombar e pélvica, estabilidade da frequência cardíaca e perda de urina quando corre, que podem indicar se é necessário interromper ou adaptar o exercício.
9 – A prática de pilates aumenta a massa muscular e a flexibilidade?
VERDADE. O aluno conseguirá definir a musculatura, sem aumentar muito o seu volume. O foco do pilates não é hipertrofia. O resultado não está relacionado ao número de repetições, mas pela qualidade do movimento. A consciência corporal adquirida, somada a um trabalho da estrutura musculoesquelética, permite a execução dos exercícios com eficiência e segurança.
10 – Quanto maior a passada, melhor a corrida?
MITO. A amplitude da passada varia de acordo com o perfil e o tipo físico de cada corredor. Se suas pernas são curtas, por exemplo, a passada longa vai exigir um esforço excessivo. Nesse caso, o ideal é dar passadas mais curtas, em maior número. Assim, você economiza esforço e o exercício rende mais. Mesmo para quem tem pernas compridas, passadas abertas demais podem resultar em um gasto maior de energia e maior perigo de lesão por causa do impacto com o solo. Conheça seu corpo, seus limites e teste diferentes tamanhos de passada até encontrar o ritmo mais confortável.
Matéria publicada em blog Barra de Cereal (Jornal Zero Hora)
terça-feira, 17 de setembro de 2013
ATIVIDADE FÍSICA AJUDA A PREVENIR HIPERTENSÃO NA MENOPAUSA
Cardiologistas estimam que até 80% das mulheres podem se tornar hipertensas após a menopausa. Porém, há uma forma de prevenir o problema: realizar exercícios físicos regularmente por volta dos 40 anos de idade, muito antes da última menstruação acontecer.
O alerta foi feito pela pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Angelina Zanesco, que coordena uma pesquisa cujo objetivo é desvendar os mecanismos biológicos responsáveis pelo aumento da pressão arterial feminina nessa faixa etária. Os primeiros resultados do estudo mostram que para evitar o desenvolvimento da doença, a intervenção precisa ser feita antes que ocorram as mudanças metabólicas e hormonais da menopausa. Infelizmente, muitas mulheres começam a se preocupar com a atividade física somente após os 50 anos, quando a barriga começa a crescer.
A equipe do Laboratório de Fisiologia Cardiovascular e Atividade Física da Unesp em Rio Claro (SP) avaliou em dois grupos de mulheres (pré e pós menopausa) o funcionamento do chamado sistema renina-angiotensina, um conjunto de peptídeos, enzimas e receptores envolvidos no controle da pressão arterial. Os pesquisadores coletaram amostras de sangue de 42 mulheres com mais de 40 anos que ainda não estavam na menopausa, e de outras 32 que já estavam há pelo menos 12 meses sem menstruar.
Em seguida, mediram nos dois grupos os níveis plasmáticos da enzima conversora de angiotensina e de diversos peptídeos. Os resultados mostraram que, de maneira geral, o sistema renina-angiotensina estava até 80% mais ativo no grupo de mulheres pós-menopausa quando comparados às mulheres na perimenopausa. Quando os pesquisadores compararam apenas as mulheres normotensas, pré e pós menopausa, não viram grandes diferenças. Porém, quando compararam as hipertensas, o aumento na atividade do sistema renina-angiotensina chega a 150%. Esses dados mostram que, se a mulher esperar a menopausa para mudar seu estilo de vida, pode ser um pouco tarde e esse sistema já estará ativado para causar uma patologia.
Por Jornalismo Portal EF
O alerta foi feito pela pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Angelina Zanesco, que coordena uma pesquisa cujo objetivo é desvendar os mecanismos biológicos responsáveis pelo aumento da pressão arterial feminina nessa faixa etária. Os primeiros resultados do estudo mostram que para evitar o desenvolvimento da doença, a intervenção precisa ser feita antes que ocorram as mudanças metabólicas e hormonais da menopausa. Infelizmente, muitas mulheres começam a se preocupar com a atividade física somente após os 50 anos, quando a barriga começa a crescer.
A equipe do Laboratório de Fisiologia Cardiovascular e Atividade Física da Unesp em Rio Claro (SP) avaliou em dois grupos de mulheres (pré e pós menopausa) o funcionamento do chamado sistema renina-angiotensina, um conjunto de peptídeos, enzimas e receptores envolvidos no controle da pressão arterial. Os pesquisadores coletaram amostras de sangue de 42 mulheres com mais de 40 anos que ainda não estavam na menopausa, e de outras 32 que já estavam há pelo menos 12 meses sem menstruar.
Em seguida, mediram nos dois grupos os níveis plasmáticos da enzima conversora de angiotensina e de diversos peptídeos. Os resultados mostraram que, de maneira geral, o sistema renina-angiotensina estava até 80% mais ativo no grupo de mulheres pós-menopausa quando comparados às mulheres na perimenopausa. Quando os pesquisadores compararam apenas as mulheres normotensas, pré e pós menopausa, não viram grandes diferenças. Porém, quando compararam as hipertensas, o aumento na atividade do sistema renina-angiotensina chega a 150%. Esses dados mostram que, se a mulher esperar a menopausa para mudar seu estilo de vida, pode ser um pouco tarde e esse sistema já estará ativado para causar uma patologia.
Por Jornalismo Portal EF
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
SOBREPESO TRAZ RISCOS ASSIM COMO A OBESSIDADE
A obesidade é hoje a epidemia de maior crescimento estável mundial. Além das questões óbvias relacionadas à infraestrutura das cidades, que não comporta esses indivíduos - como transporte público e banheiro adaptados - a estrutura relacionada à saúde também não permite que eles tenham acesso a todos os procedimentos. Como exemplo, podemos citar a maioria das esteiras ergométricas e mesas de hemodinâmica disponíveis, que toleram até 130 kg. A tomografia computadorizada também tem limite de peso e tamanho do paciente, levando os indivíduos que não estão aptos a realização do exame completá-lo em tomógrafos veterinários, habituados a pacientes de grande peso. Isso ainda falando da questão estrutural em saúde. E quando migramos para o microuniverso do paciente?
A obesidade do indivíduo
De uma forma acadêmica, é importante diferenciar obesidade de sobrepeso. Uma forma simples de diferenciar os dois é pelo índice de massa corporal (IMC). Esse é o peso em kg dividido pela altura em metros elevada ao quadrado. Um resultado entre 18,5 e 25 é normal. Entre 25 e 29,9 é sobrepeso. 30 ou mais é obesidade. Estudos dizem que IMC maior que 25 aumentam as chances de doenças, e acima de 30 já quase garante a associação da obesidade com pelo uma dessas condições: hipertensão, diabetes ou pré-diabetes e apneia do sono.
Mas como diferenciar um halterofilista de um obeso? Já que o peso e a altura podem ser iguais. Nesse cenário, a medida da circunferência abdominal vai ajudar e muito. Uma fita métrica pode ser utilizada para medir o contorno do abdome com o indivíduo em expiração (não forçada), na altura do umbigo. O normal eh abaixo de 82 cm em mulheres e abaixo de 95 cm em homens.
Mas ainda sim temos mais algumas coisas a considerar. Orientais, por exemplo tem maior tendência ao aumento de gordura visceral, que significa que a pessoa tem mais tendência a guardar gordura em locais nobres, como vasos sanguíneos. Isso quer dizer que a barriguinha de chope pode estar escondida nos asiáticos, como nas coronárias, como nas carótidas, como na aorta. E não só nos asiáticos: as mulheres e os idosos também guardam maior risco de estocar gordurinhas nesses lugares.
Entendendo a obesidade de cada um
O aumento de peso deve ser tratado como problema sério. Alguns estudos nos fazem crer que uma pessoa com sobrepeso aos 20 anos de idade vai perder um ano de vida, enquanto um obeso da mesma idade vai perder cerca de quatro anos de vida. Olhando apenas os obesos, obesidade moderada (35-40 de IMC) rouba cerca de dois a quatro anos de vida, enquanto a obesidade grave rouba de oito a 10 anos!
Que a obesidade pode reduzir a expectativa de vida, muitos já sabem. Então, o que podemos acrescentar a esse quadro dramático? Muito! Um exercício importante que deve ser feito para começar a tratar a obesidade é dar um passo para trás e ver se existe algum tipo de condição passada que possa estar afetando a perda ou o ganho de peso dessa pessoa. Muitos não fazem isso (eu também não fiz por muito tempo), mas é essencial para entender a condição daquela pessoa especificamente e o que pode ser feito para trata-la. Veja alguns exemplos:
Hora de mudar
A pessoa precisa estar preparada para mudar. Então pense:
Matéria publicada em portal Minha Vida
A obesidade do indivíduo
De uma forma acadêmica, é importante diferenciar obesidade de sobrepeso. Uma forma simples de diferenciar os dois é pelo índice de massa corporal (IMC). Esse é o peso em kg dividido pela altura em metros elevada ao quadrado. Um resultado entre 18,5 e 25 é normal. Entre 25 e 29,9 é sobrepeso. 30 ou mais é obesidade. Estudos dizem que IMC maior que 25 aumentam as chances de doenças, e acima de 30 já quase garante a associação da obesidade com pelo uma dessas condições: hipertensão, diabetes ou pré-diabetes e apneia do sono.
Mas como diferenciar um halterofilista de um obeso? Já que o peso e a altura podem ser iguais. Nesse cenário, a medida da circunferência abdominal vai ajudar e muito. Uma fita métrica pode ser utilizada para medir o contorno do abdome com o indivíduo em expiração (não forçada), na altura do umbigo. O normal eh abaixo de 82 cm em mulheres e abaixo de 95 cm em homens.
Mas ainda sim temos mais algumas coisas a considerar. Orientais, por exemplo tem maior tendência ao aumento de gordura visceral, que significa que a pessoa tem mais tendência a guardar gordura em locais nobres, como vasos sanguíneos. Isso quer dizer que a barriguinha de chope pode estar escondida nos asiáticos, como nas coronárias, como nas carótidas, como na aorta. E não só nos asiáticos: as mulheres e os idosos também guardam maior risco de estocar gordurinhas nesses lugares.
Entendendo a obesidade de cada um
O aumento de peso deve ser tratado como problema sério. Alguns estudos nos fazem crer que uma pessoa com sobrepeso aos 20 anos de idade vai perder um ano de vida, enquanto um obeso da mesma idade vai perder cerca de quatro anos de vida. Olhando apenas os obesos, obesidade moderada (35-40 de IMC) rouba cerca de dois a quatro anos de vida, enquanto a obesidade grave rouba de oito a 10 anos!
Que a obesidade pode reduzir a expectativa de vida, muitos já sabem. Então, o que podemos acrescentar a esse quadro dramático? Muito! Um exercício importante que deve ser feito para começar a tratar a obesidade é dar um passo para trás e ver se existe algum tipo de condição passada que possa estar afetando a perda ou o ganho de peso dessa pessoa. Muitos não fazem isso (eu também não fiz por muito tempo), mas é essencial para entender a condição daquela pessoa especificamente e o que pode ser feito para trata-la. Veja alguns exemplos:
- A apneia do sono pode alterar toda a fisiologia do armazenamento de calorias durante a noite, bagunçar o ciclo diário de cortisol e atrapalhar a redução do peso. Pessoas com obesidade se beneficiam ainda mais do tratamento por conta disso.
- Existem também doenças que limitam a locomoção, como artrose ou lesões em joelhos pelo desgaste, que impedem uma orientação para caminhadas. Nesse caso, o melhor a fazer é orientar atividades na agua, onde o empuxo reduz a carga, ou exercícios que podem ser feitos deitado, como abdominais ou bicicleta.
- Existem medicações atrapalhando a perda de peso? Alguns remédios tem como efeito colateral ganho de peso, como antidepressivos tricíclicos, propranolol e lítio. Uma decisão a se tomar é entender se essas medicações não essenciais ou podem ser substituídas, para não atrapalharem o tratamento da obesidade.
- Parou de fumar recentemente? Parabéns, mas é bom lembrar que o primeiro ano após parar de fumar costuma estar associado a aumento de peso. Previna-se já iniciando a substituição do tabagismo por alguma atividade física.
- Tem relato de "efeito sanfona", ou seja, variações de peso na tentativa de emagrecer que te fazem engordar novamente? Nesse caso, as estratégias em longo prazo, com maior enfoque em reeducação alimentar, tem mais efeito que dietas dramáticas.
- Existem sinais de depressão? Depressão e distúrbios alimentares estão fortemente ligados. Algumas perguntas simples podem direcionar a pessoa para uma avaliação mais profunda por um psicólogo ou psiquiatra. Você se ente cansado durante a maior parte do dia? Triste? Problemas para dormir ou sono o tempo todo? Sensação de incapacidade ou inutilidade ou ainda culpa? Falta de concentração ou memoria? Pensamentos em morte ou suicídio? Nesses casos, a abordagem por uma equipe multiprofissional é essencial.
Hora de mudar
A pessoa precisa estar preparada para mudar. Então pense:
- O quão importante é para você a mudança?
- Você acha que consegue?
- Existe algum obstáculo impedindo isso?
- Como você acha que sua família e amigos vão encarar isso? Eles vão entender e ajudar?
- Responder a essas perguntas ajuda a preparar o terreno e entender o campo de batalha. É bom lembrar que a perder 2kg já reduz pressão arterial e melhora apneia do sono, perder 5kg permite melhor controle de glicemia e redução do pré-diabetes, e perder 6 kg reduz dores articulares em joelhos. Esse cenário todo também ajuda a reduzir o risco de morte, AVC e infarto.
Matéria publicada em portal Minha Vida
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
ALONGAMENTO CORRETO AJUDA NO EMAGRECIMENTO
Para se manter saudável e com disposição total, nada melhor que fazer alongamentos no dia a dia. Apresentam vantagens como o alívio das tensões diárias, melhora as dores musculares e ainda aumenta o ânimo e o bom humor.
Inclua o alongamento em sua rotina diária em casa ou mesmo no trabalho. Faça corretamente. os exercícios para conseguir um bom resultado. E, o que é melhor: exercícios físicos, ainda que simples e em ritmos moderados, sempre queimam calorias e aceleram o emagrecimento.
Veja as dicas abaixo e comece já:
PELA MANHÃ:
Comece alongando os braços e mãos, cabeça e pernas.
A TARDE: com a cabeça e pescoço reto alongue a coluna . Nesse movimento, coloque o os dedos das mãos a frente dos pés (ou no chão). Alongue o pescoço, coloque o queixo para cima.
FAÇA OS EXERCÍCIOS CONFORME A FIGURA ABAIXO:
DICAS: não faça exercícios sem se alimentar. Não faça nenhuma atividade física sem auxílio ou orientação profissional. Avalie suas condições de saúde periodicamente. Beba bastante líquido. Evite álcool e fumo.
Inclua o alongamento em sua rotina diária em casa ou mesmo no trabalho. Faça corretamente. os exercícios para conseguir um bom resultado. E, o que é melhor: exercícios físicos, ainda que simples e em ritmos moderados, sempre queimam calorias e aceleram o emagrecimento.
Veja as dicas abaixo e comece já:
PELA MANHÃ:
Comece alongando os braços e mãos, cabeça e pernas.
A TARDE: com a cabeça e pescoço reto alongue a coluna . Nesse movimento, coloque o os dedos das mãos a frente dos pés (ou no chão). Alongue o pescoço, coloque o queixo para cima.
FAÇA OS EXERCÍCIOS CONFORME A FIGURA ABAIXO:
DICAS: não faça exercícios sem se alimentar. Não faça nenhuma atividade física sem auxílio ou orientação profissional. Avalie suas condições de saúde periodicamente. Beba bastante líquido. Evite álcool e fumo.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
ATIVIDADE FÍSICA PROPORCIONA UM MELHOR TRÂNSITO INTESTINAL
A obstipação, também conhecida como prisão de ventre ou constipação intestinal, é uma das queixas mais comuns entre os brasileiros.
O prolema não deve ser considerado uma doença, mas sim, um sintoma ocasionado por uma alimentação deficiente, efeito colateral de algum medicamento, estresse, depressão, ansiedade ou doenças relacionadas ao cólon e reto. Porém, os sintomas desconfortáveis como inchaço, cólicas e irritabilidade podem ser evitados com a prática de atividade física.
Segundo alurguns estudos, a atividade física regular pode ajudar na melhora do trânsito intestinal, já que o exercício melhora a motilidade intestinal e consequentemente a evacuação. Além do mais, o gasto energético maior induz ao aumento no consumo de alimentos e no total de fibras. Vale ressaltar que a maioria das atividades físicas são praticadas em pé, o que ajuda na movimentação e estímulo da região intestinal.
A associação do exercício com a ingestão de líquidos, fibras, probióticos e alimentos laxativos como mamão, frutas secas e biomassa da banana verde são essenciais para o tratamento do problema. É fundamental adicionar ao cardápio alimentos ricos em fibras, como cereais, frutas frescas e vegetais para um trânsito intestinal saudável. É importante que as pessoas se atentem ao problema desde o início dos sintomas, já que em adultos, a prisão de ventre é considerada um fator de risco para o câncer de cólon e para a síndrome do intestino irritável.
No caso de crianças, estudos já comprovaram que a qualidade de vida daquelas com obstipação é pior do que as com o trânsito intestinal normal. Atente-se!
Por Jornalismo Portal EF
O prolema não deve ser considerado uma doença, mas sim, um sintoma ocasionado por uma alimentação deficiente, efeito colateral de algum medicamento, estresse, depressão, ansiedade ou doenças relacionadas ao cólon e reto. Porém, os sintomas desconfortáveis como inchaço, cólicas e irritabilidade podem ser evitados com a prática de atividade física.Segundo alurguns estudos, a atividade física regular pode ajudar na melhora do trânsito intestinal, já que o exercício melhora a motilidade intestinal e consequentemente a evacuação. Além do mais, o gasto energético maior induz ao aumento no consumo de alimentos e no total de fibras. Vale ressaltar que a maioria das atividades físicas são praticadas em pé, o que ajuda na movimentação e estímulo da região intestinal.
A associação do exercício com a ingestão de líquidos, fibras, probióticos e alimentos laxativos como mamão, frutas secas e biomassa da banana verde são essenciais para o tratamento do problema. É fundamental adicionar ao cardápio alimentos ricos em fibras, como cereais, frutas frescas e vegetais para um trânsito intestinal saudável. É importante que as pessoas se atentem ao problema desde o início dos sintomas, já que em adultos, a prisão de ventre é considerada um fator de risco para o câncer de cólon e para a síndrome do intestino irritável.
No caso de crianças, estudos já comprovaram que a qualidade de vida daquelas com obstipação é pior do que as com o trânsito intestinal normal. Atente-se!
Por Jornalismo Portal EF
terça-feira, 3 de setembro de 2013
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
DROGAS X ESPORTE: A MACONHA CAUSA PICOS DE PRESSÃO E RISCOS CARDÍACOS
Análises estatísticas mostram que o risco de infarto agudo do miocárdio aumenta 4,8 vezes nos primeiros 60 minutos após o uso de maconha.
Primeiramente me surpreende a postura de alguns políticos em não considerar a maconha como perigosa para a saúde. Só posso pensar que são movidos por ignorância cientifica! Quanto ao aspecto policial-econômico não iremos abordá-lo neste artigo.
Segundo a medicina, essas drogas são alucinógenas, causam dependência e graves sequelas aos seus usuários. Os aspectos ditos "medicinais" atualmente são bem delimitados, apenas para certas doenças graves, incapacitantes e incuráveis, onde seus efeitos psiquiátricos, entre outros, servem para “anestesiar o sofrimento”. Não é um produto medicinal de uso generalizado, até onde chegaram as inúmeras pesquisas sérias.
Os efeitos cardiovasculares são bem descritos na literatura médica e um artigo de forte impacto científico nos chama a atenção: “Infarto do Miocárdio desencadeado pela maconha” (Triggering Myocardial Infarction by Marijuana) do respeitado autor Mittleman MA, e colaboradores, na revista de maior importância na cardiologia mundial (Circulation - Vol: 103 - Págs: 2805-2809; 2001).
O princípio ativo da maconha é o THC, que fica depositado nas células gordurosas do corpo. Seus efeitos duradouros aumentam com o incremento das doses, e os principais sinotmas são:
1) Taquicardia paroxística em repouso, ou seja, importante elevação da frequência cardíaca (pulsação) que pode atingir o dobro da habitual em repouso. E não estou falando em “overdose”.
2) Extrassístoles ventriculares e supraventriculares são muito frequentes e surgem em geral, após aproximadamente 20 minutos do inicio de seu consumo.
3) Súbita e importante elevação da pressão arterial (alcança rapidamente 200 x 110 mm Hg) na posição deitada, queda da pressão se ficar de pé, provocando o que chamamos de síncope cardiogênica.
4) Aumento da absorção de monóxido de carbono, que provoca dificuldades respiratórias graves e redução do transporte de oxigênio para o coração.
5) Prejudica a atividade física de modo irreparável por alguns dias, tanto na resistência como na técnica da modalidade esportiva, até no simples caminhar.
Com base nas análises estatísticas observou-se um risco de infarto agudo do miocárdio 4,8 vezes maior nos primeiros 60 minutos após o uso da maconha comparando com os períodos de não uso. Ainda outros estudos, encontraram lesões de fibrose no miocárdio pela ressonância magnética do coração, os temidos focos de arritmias cardíacas complexas e graves, complicações diferentes do infarto do miocárdio.
Todos os efeitos se repetem, em grau ainda m ais avançado, em usuários do skunk, espécie de maconha com altíssimo teor de THC.
Por Dr. Nabil Ghorayeb - Especialista em Cardiologia e Medicina do Esporte
Artigo publicado em portal EU Atleta
Primeiramente me surpreende a postura de alguns políticos em não considerar a maconha como perigosa para a saúde. Só posso pensar que são movidos por ignorância cientifica! Quanto ao aspecto policial-econômico não iremos abordá-lo neste artigo.
Segundo a medicina, essas drogas são alucinógenas, causam dependência e graves sequelas aos seus usuários. Os aspectos ditos "medicinais" atualmente são bem delimitados, apenas para certas doenças graves, incapacitantes e incuráveis, onde seus efeitos psiquiátricos, entre outros, servem para “anestesiar o sofrimento”. Não é um produto medicinal de uso generalizado, até onde chegaram as inúmeras pesquisas sérias.
Os efeitos cardiovasculares são bem descritos na literatura médica e um artigo de forte impacto científico nos chama a atenção: “Infarto do Miocárdio desencadeado pela maconha” (Triggering Myocardial Infarction by Marijuana) do respeitado autor Mittleman MA, e colaboradores, na revista de maior importância na cardiologia mundial (Circulation - Vol: 103 - Págs: 2805-2809; 2001).
O princípio ativo da maconha é o THC, que fica depositado nas células gordurosas do corpo. Seus efeitos duradouros aumentam com o incremento das doses, e os principais sinotmas são:
1) Taquicardia paroxística em repouso, ou seja, importante elevação da frequência cardíaca (pulsação) que pode atingir o dobro da habitual em repouso. E não estou falando em “overdose”.
2) Extrassístoles ventriculares e supraventriculares são muito frequentes e surgem em geral, após aproximadamente 20 minutos do inicio de seu consumo.
3) Súbita e importante elevação da pressão arterial (alcança rapidamente 200 x 110 mm Hg) na posição deitada, queda da pressão se ficar de pé, provocando o que chamamos de síncope cardiogênica.
4) Aumento da absorção de monóxido de carbono, que provoca dificuldades respiratórias graves e redução do transporte de oxigênio para o coração.
5) Prejudica a atividade física de modo irreparável por alguns dias, tanto na resistência como na técnica da modalidade esportiva, até no simples caminhar.
Com base nas análises estatísticas observou-se um risco de infarto agudo do miocárdio 4,8 vezes maior nos primeiros 60 minutos após o uso da maconha comparando com os períodos de não uso. Ainda outros estudos, encontraram lesões de fibrose no miocárdio pela ressonância magnética do coração, os temidos focos de arritmias cardíacas complexas e graves, complicações diferentes do infarto do miocárdio.
Todos os efeitos se repetem, em grau ainda m ais avançado, em usuários do skunk, espécie de maconha com altíssimo teor de THC.
Por Dr. Nabil Ghorayeb - Especialista em Cardiologia e Medicina do Esporte
Artigo publicado em portal EU Atleta
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
EXERCÍCIOS FÍSICOS E OS BENEFÍCIOS PARA DIABÉTICOS
No Brasil, estima-se que sete milhões de pessoas sofram de diabetes. Especialistas afirmam que a principal causa do problema é a rotina com maus hábitos alimentares e falta de atividade física regular.
O exercício físico desempenha um importante papel na prevenção e controle da resistência à insulina, proporcionando controle da pressão arterial e melhora da composição corporal e condicionamento físico. Após uma análise criteriosa, é possível aplicar programas de treinamentos aos alunos diabéticos similares aos programas aplicados a não portadores da doença crônica. Além disso, há também a possibilidade de utilizar o volume de treino semelhante aos pacientes comuns, porém, é claro, que o aluno precisa procurar antes um profissional que avalie as suas necessidades e restrições.
Durante os exercícios, algumas alterações metabólicas ocorrerão de forma aguda em resposta ao treinamento, por isso, o aconselhável é que o aluno verifique o nível de glicose através do teste de glicemia. Os níveis de glicose sanguínea não devem estar abaixo de 100mg/dl, mas caso aconteça, é recomendável fazer um lanche a base de carboidrato para aumentar a glicose sanguínea, evitando a hipoglicemia durante a prática de exercícios físicos. Vale ressaltar que o aluno também pode praticar qualquer modalidade, desde que tenha um controle rigoroso sobre o volume e intensidade que sejam adequados ao seu caso. Por isso, o profissional de Educação exerce um papel importante para esse aluno, tendo que além do cuidado com a saúde física, ficar atento aos fatores psicológicos do indivíduo, que pode se sentir constrangido ou desconfortável por conta dos sintomas da doença. Portanto, o profissional deve auxiliar de todas as formas possíveis para que o aluno sinta prazer do começo ao fim na hora de realizar seu treino.
Por Jornalismo Portal EF
O exercício físico desempenha um importante papel na prevenção e controle da resistência à insulina, proporcionando controle da pressão arterial e melhora da composição corporal e condicionamento físico. Após uma análise criteriosa, é possível aplicar programas de treinamentos aos alunos diabéticos similares aos programas aplicados a não portadores da doença crônica. Além disso, há também a possibilidade de utilizar o volume de treino semelhante aos pacientes comuns, porém, é claro, que o aluno precisa procurar antes um profissional que avalie as suas necessidades e restrições.
Durante os exercícios, algumas alterações metabólicas ocorrerão de forma aguda em resposta ao treinamento, por isso, o aconselhável é que o aluno verifique o nível de glicose através do teste de glicemia. Os níveis de glicose sanguínea não devem estar abaixo de 100mg/dl, mas caso aconteça, é recomendável fazer um lanche a base de carboidrato para aumentar a glicose sanguínea, evitando a hipoglicemia durante a prática de exercícios físicos. Vale ressaltar que o aluno também pode praticar qualquer modalidade, desde que tenha um controle rigoroso sobre o volume e intensidade que sejam adequados ao seu caso. Por isso, o profissional de Educação exerce um papel importante para esse aluno, tendo que além do cuidado com a saúde física, ficar atento aos fatores psicológicos do indivíduo, que pode se sentir constrangido ou desconfortável por conta dos sintomas da doença. Portanto, o profissional deve auxiliar de todas as formas possíveis para que o aluno sinta prazer do começo ao fim na hora de realizar seu treino.
Por Jornalismo Portal EF
terça-feira, 13 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
AGACHAMENTO: MITOS E VERDADES SOBRE ESSE EXERCÍCIO
Afinal, no agachamento pode ou não o joelho ultrapassar a ponta do pé?
Este mito foi criado baseado em suposições e opiniões de praticantes que vieram a ser instrutores no modelo antigo de gestão de academias, clubes e outros locais de pratica de exercícios. Esta crença baseia-se na premissa de que, não projetando seu joelho para frente, o agachamento se torna mais “seguro”. Para entender o que seria ou não seguro, tentaremos dar uma visão geral sobre o agachamento e suas particularidades.
Existem inúmeras formas de realizar este exercício: com os pés afastados, com os pés unidos, o famoso agachamento sumô, na máquina, com barra livre e assim por diante. Não queremos aqui dar receita ou dizer o que é certo ou errado; a intenção aqui é esclarecer e orientar o praticante para uma melhor escolha em um programa de treinamento. Quando realizamos um agachamento, nosso corpo solicita inúmeras estruturas para vencer a resistência imposta, seja ela do próprio corpo ou de pesos. Estas estruturas dividem o peso de acordo com a posição em que se encontra o corpo, pois existe um ponto central de aplicação de carga que é chamado de centro de gravidade. Este centro de gravidade é o ponto onde a gravidade age com maior intensidade, gerando uma sobrecarga maior naquele ponto.
Onde se encontra o centro de gravidade?
Na posição ortostática, o centro de gravidade está localizado próximo à região do umbigo, e é neste ponto que se aplica a força idade. Quando afastamos um segmento da linha medial do corpo, o centro de gravidade muda de posição, fazendo com que este se desloque de acordo com o movimento realizado. Agora que sabemos onde e como funciona o deslocamento do centro de gravidade e sua aplicação de força, ficou mais fácil entender uma coisa.
No que o centro de gravidade influencia no agachamento?
Ao realizar um agachamento em que os joelhos não ultrapassam a ponta do pé, adotamos posturas diferentes para um exercício livre ou na máquina. No agachamento livre, para equilibrar o corpo, projetamos o quadril para trás e a cabeça para frente; isso faz com que o centro de massa se desloque para frente, sobrecarregando totalmente as estruturas que envolvem a região lombar, tirando grande parte da sobrecarga sobre o quadríceps e jogando para o glúteo e extensores do quadril. Ao realizar este exercício na máquina, o praticante, para não ultrapassar o joelho da ponta do pé, retifica sua lombar e projeta os pés para frente.
Esta manobra gera uma sobrecarga imensa nos joelhos, e somada a um ângulo de 90º, que é um dos pontos de maior compressão patelo-femoral que existe, com certeza irá gerar uma lesão no joelho, e quando se trata da retificação da coluna lombar, este movimento faz com que esta região suporte menos sobrecarga, aumentando assim, o risco de lesão para esta região também.
E quanto às estruturas envolvidas no agachamento?
Este pode ser considerado um dos exercícios mais completos e complexos que existem, pois a composição de músculos, articulações e tendões envolvidos é imensa. Mas, por hora, vamos nos ater a uma articulação em particular para entendermos melhor sobre a questão de não ultrapassar o joelho da ponta do pé. Vamos falar sobre a articulação do tornozelo, que é extremamente importante neste exercício. Para o praticante realizar o exercício (agachamento) sem ultrapassar o joelho da ponta do pé, esta articulação fica praticamente imóvel. Esta ação sobrecarrega outras estruturas. Quando o praticante ultrapassa o joelho da ponta do pé, as forças que agem sobre o ALH (aparelho locomotor humano) são distribuídas entre as estruturas envolvidas, gerando uma dorsiflexão do tornozelo, fazendo com que o tibial posterior se contraia. Esta ação do tibial posterior gera uma rotação interna da tíbia, consequentemente, uma rotação externa do fêmur, diminuindo assim o ângulo Q.
Concluímos que, do ponto de vista da segurança e da eficiência, distribuir a carga entre as estruturas envolvidas em qualquer movimento realizado pelo ALH (aparelho locomotor humano) é a melhor estratégia a ser adotada. Claro que existem inúmeras outras variações e estratégias de treinamento, e cabe ao professor responsável pela montagem do programa escolher a que melhor se aplica à pessoa em questão. Nesta matéria, tentamos apenas derrubar mais um mito, e não colocar o que é certo ou errado, pois não acreditamos em exercícios certos ou errados, e sim, em exercícios mal aplicados e mal colocados.
Obs: O mesmo exercício que pode te salvar pode te matar. Existe uma linha sutil entre o sucesso e o fracasso. Apenas o profissional de Educação Física saberá manter o praticante do lado do sucesso em cada exercício. Exija um profissional formado e inscrito no CREF, se necessário, peça para que o mesmo se identifique com seu RG profissional.
Revisão de texto: M. Nomura ( Matéria retirada do Portal da Educação Física)
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
INICIAR O DIA COM ATIVIDADE FÍSICA AJUDA NO CONTROLE DO APETITE
Dormir uma horinha a menos pode fazer uma diferença imensa no dia - e para melhor. Na teoria parece fácil e é bem simples também na prática – a dica é ter como a primeira tarefa do dia o treino na academia.
Além de conseguir reservar aquele tempo precioso para ter mais saúde, essa mudança pode trazer inúmeros benefícios, tanto para o corpo, quanto para regular o apetite. É o que diz uma recente pesquisa feita pela Universidade do Texas (EUA). Segundo o estudo, ter a rotina de exercícios logo pela manhã pode diminuir a fome durante o dia inteiro.
Praticar atividade física logo cedo também ajuda a ter disposição de sobra ao longo do dia. Isso acontece porque o cérebro manda mais oxigênio para todos os músculos e tecidos, fazendo com que o sistema cardiovascular trabalhe com mais eficiência, o que aumenta a disposição. Com isso, o organismo já começa o dia a todo vapor, diminuindo a tensão durante a jornada inteira. Além disso, escapar do treino fica bem mais difícil, já que as desculpas como estresse e cansaço do final do dia podem ser postas de lado. Assim, as obrigações dos dias não farão com que a atividade física seja deixada de lado por falta de tempo ou disposição. Não podemos esquecer que o nível de estresse diminui, graças à atuação dos hormônios como a endorfina e a serotonia. Porém, fazer a atividade física logo cedo não é razão para dormir pouco. Para o exercício trazer os reais benefícios, é preciso que a noite de sono dure, pelo menos, 6 horas. Com tudo programado, só não se pode esquecer-se de fazer uma refeição bem leve antes do exercício físico. O ideal é comer uma fruta, uma barra de cereal ou até um iogurte. Já depois, é importante repor todos os nutrientes que estão faltando para o metabolismo se recompor com um bom café da manhã!
Por Jornalismo Portal EF
sábado, 3 de agosto de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
ALIMENTOS ENLATADOS: DOENÇAS E GANHO DE PESO.
No mundo moderno, dificilmente as pessoas conseguem se livrar totalmente de alimentos industrializados. Por mais que se tente, é praticamente impossível, ante a dependência de alguns deles para complementar a alimentação.
Mesmo assim, quanto mais próximo do natural, melhor a alimentação. E, isto é importante tanto em questões de saúde, como em estéticas. Estudos comprovam que o excesso de sal e o alto teor calórico em alimentos em conserva, enlatados e similares tem se tornado o vilão de muitas dietas de emagrecimento. O sal atrai água, faz inchar, piora a circulação e força o trabalho das células e tecidos de todo o organismo.
Além disso, ainda há o risco à saúde devidos à presença de aditivos químicos: houve um considerável aumento do Bisfenol-A, substância usada no revestimento plástico interno dos enlatados, especialmente de sopas e produtos como feijões e alimentos prontos. O Bisfenol é utilizado para revestir as embalagens porque evita que os líquidos provoquem ferrugem na lata.
Os coordenadores da pesquisa confirmaram a relação entre o Bisfenol-A e o descontrole de hormônios em mulheres. Em alguns países, a substância já é proibida. Na União Européia, por exemplo, produtos industrializados a base de plástico e que contenha o Bisfenol-A é expressamente proibido. Na Dinamarca, mamadeiras plásticas são proibidas; pois, o aquecimento do leite libera o Bisfenol-A presente no revestimento desse tipo de mamadeira.
Pesquisadores alertam que os fabricantes de enlatados aumentaram muito a quantidade de Bisfenol-A no revestimento plástico interno das latas e de outras embalagens nas últimas décadas, o que coloca em risco a saúde da população.
E, já estão confirmados a ligação do Bisfenol-A com o surgimento de doenças cardíacas, diabetes e problemas hormonais em mulheres. Além, da questão do excesso de sal e de calorias, o que está diretamente associado ao aumento de peso, convém evitar produtos enlatados por motivos de saúde também.
Além disso, ainda há o risco à saúde devidos à presença de aditivos químicos: houve um considerável aumento do Bisfenol-A, substância usada no revestimento plástico interno dos enlatados, especialmente de sopas e produtos como feijões e alimentos prontos. O Bisfenol é utilizado para revestir as embalagens porque evita que os líquidos provoquem ferrugem na lata.
Os coordenadores da pesquisa confirmaram a relação entre o Bisfenol-A e o descontrole de hormônios em mulheres. Em alguns países, a substância já é proibida. Na União Européia, por exemplo, produtos industrializados a base de plástico e que contenha o Bisfenol-A é expressamente proibido. Na Dinamarca, mamadeiras plásticas são proibidas; pois, o aquecimento do leite libera o Bisfenol-A presente no revestimento desse tipo de mamadeira.
Pesquisadores alertam que os fabricantes de enlatados aumentaram muito a quantidade de Bisfenol-A no revestimento plástico interno das latas e de outras embalagens nas últimas décadas, o que coloca em risco a saúde da população.
E, já estão confirmados a ligação do Bisfenol-A com o surgimento de doenças cardíacas, diabetes e problemas hormonais em mulheres. Além, da questão do excesso de sal e de calorias, o que está diretamente associado ao aumento de peso, convém evitar produtos enlatados por motivos de saúde também.
terça-feira, 23 de julho de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
É SAUDÁVEL SUBSTITUIR A ALIMENTAÇÃO POR SUPLEMENTAÇÃO?
Apesar de a suplementação estar cada vez mais presente na vida das pessoas, alguns levam essa hábito ao extremo, a ponto de substituir a alimentação pela mistura de substâncias.
Conhecido como “ração humana”, o complexo rico em nutrientes ganha espaço na mesa dos esportistas, não como complemento, mas como prato principal. Mas quais as consequências disso?
Diferente do que se acredita, a ração humana não é projetada para conter todas as substâncias que o corpo humano necessita e só pode ser prescrita por um/a nutricionista. “O complexo ajuda a regular as funções intestinais, acelerar o metabolismo e normalmente é usada para a perda de peso, ou seja, não é indicada para atletas, pois eles precisam repor as energias, não perdê-las”, orienta a nutricionista Bianca Bianchi.
Aliás, quando a ração humana é prescrita, ela também deve ser consumida com cautela, pois, em grande quantidade, a mistura causa gases, constipação e distensão abdominal. “A quantidade recomendada é de duas colheres de sopa ao dia misturadas a refeição”, completa a profissional.
Caso a dose seja aumentada, o indivíduo pode sofrer com os efeitos colaterais. “A ração humana é um componente usado para emagrecer, mas pode causar problemas, como aumento de peso, se for consumida no lugar das refeições. Além disso, portadores de diabetes, hipertensão e doenças crônicas precisam de orientação médica antes de consumir esta ração”, avalia a nutricionista.
Bianca Bianchi diz que, ao invés de optar por adicionar a ração humana à dieta, o atleta pode escolher opções mais naturais. “Ele (o atleta) pode preferir outros alimentos que têm a mesma finalidade, como semente de linhaça, farelo de trigo, leite de soja, aveia e açúcar mascavo”.
Suplementação - Como o nome já diz, os suplementos devem ser um complemento de vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos e aminoácidos, que podem estar faltando na dieta do indivíduo. “A suplementação nunca deve substituir uma refeição. No caso de atletas profissionais, a suplementação deve ser feita em parceria com a alimentação, pois há uma perda de energia muito grande. Já para os atletas que treinam na academia com frequência, uma suplementação após o treino já é o suficiente”, explica Bianca.
Saiba o que ocorre com o organismo quando alguns suplementos são consumidos em excesso:
Aminoácidos: desencadeia problemas intestinais, hepáticos e renais.
Glutamina: provoca cirrose no fígado, problemas nos rins e síndrome de Reye (doença que acomete cérebro e fígado).
Termogênicos: provoca taquicardia (que pode levar a uma arritmia) e insônia
BCAA: provoca desgaste gastrointestinal.
Óxido Nítrico: causa problemas respiratórios, coceira, vômitos, tremores, asma e sudorese intensa.
Creatina: apesar de criar a falsa ilusão de aumento muscular, o que realmente ocorre é um aumento da reserva de água dentro das células, o que faz com que as pessoas fiquem inchadas.
Proteínas: prejudica o funcionamento dos rins e fígado.
Substâncias estimulantes: provoca dependência psicológica, aumento da pressão, agitação, distúrbios do sono e falta de coordenação motora.
Óleo de Cártamo: provoca distúrbios do trato gastrointestinal, diabetes tipo 2, inflamação e risco de doenças cardiovasculares
Precursores do HGH – pode ocasionar diabetes, ginecomastia (aumento de mamas em homens), síndrome do túnel de carpo e acromegalia (gigantismo).
Saiba também o que ocorre quando vitaminas são consumidas exageradamente:
Vitaminas: prejudica o funcionamento do fígado e dos rins. Em alguns casos, provoca espinhas e flatulência.
Cálcio: pode ocasionar cálculos renais, redução de magnésio no organismo (se combinado à vitamina C), fraqueza muscular, irritabilidade, depressão, problemas de memória e anorexia.
Fósforo: em excesso pode levar à pressão alta, confusão mental e problemas cardiovasculares
Magnésio: provoca fraqueza muscular, pressão baixa, rubor na face, náuseas, insuficiência respiratória e boca seca
Ferro: Danifica o paladar metálico, causa dor de cabeça, náusea, tontura, pressão baixa, perda de peso, dor nas articulações, problemas no fígado e no coração;
Zinco: provoca anemia, febre, queda no sistema imunológico e nos níveis do colesterol HDL (colesterol bom)
Cobre: provoca náuseas, vômitos, hemorragia gastrointestinal, diarreia, anemia e cirrose.
Manganês: pode atuar no crescimento de células cancerígenas.
Vitamina A: prova ressecamento e descamação da pele, dor nos ossos, nas articulações e na cabeça, cãibras, tontura, náuseas, problemas no fígado e no crescimento.
(Matéria retirada do Portal da Educação Física)
Conhecido como “ração humana”, o complexo rico em nutrientes ganha espaço na mesa dos esportistas, não como complemento, mas como prato principal. Mas quais as consequências disso?
Diferente do que se acredita, a ração humana não é projetada para conter todas as substâncias que o corpo humano necessita e só pode ser prescrita por um/a nutricionista. “O complexo ajuda a regular as funções intestinais, acelerar o metabolismo e normalmente é usada para a perda de peso, ou seja, não é indicada para atletas, pois eles precisam repor as energias, não perdê-las”, orienta a nutricionista Bianca Bianchi.
Aliás, quando a ração humana é prescrita, ela também deve ser consumida com cautela, pois, em grande quantidade, a mistura causa gases, constipação e distensão abdominal. “A quantidade recomendada é de duas colheres de sopa ao dia misturadas a refeição”, completa a profissional.
Caso a dose seja aumentada, o indivíduo pode sofrer com os efeitos colaterais. “A ração humana é um componente usado para emagrecer, mas pode causar problemas, como aumento de peso, se for consumida no lugar das refeições. Além disso, portadores de diabetes, hipertensão e doenças crônicas precisam de orientação médica antes de consumir esta ração”, avalia a nutricionista.
Bianca Bianchi diz que, ao invés de optar por adicionar a ração humana à dieta, o atleta pode escolher opções mais naturais. “Ele (o atleta) pode preferir outros alimentos que têm a mesma finalidade, como semente de linhaça, farelo de trigo, leite de soja, aveia e açúcar mascavo”.
Suplementação - Como o nome já diz, os suplementos devem ser um complemento de vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos e aminoácidos, que podem estar faltando na dieta do indivíduo. “A suplementação nunca deve substituir uma refeição. No caso de atletas profissionais, a suplementação deve ser feita em parceria com a alimentação, pois há uma perda de energia muito grande. Já para os atletas que treinam na academia com frequência, uma suplementação após o treino já é o suficiente”, explica Bianca.
Saiba o que ocorre com o organismo quando alguns suplementos são consumidos em excesso:
Aminoácidos: desencadeia problemas intestinais, hepáticos e renais.
Glutamina: provoca cirrose no fígado, problemas nos rins e síndrome de Reye (doença que acomete cérebro e fígado).
Termogênicos: provoca taquicardia (que pode levar a uma arritmia) e insônia
BCAA: provoca desgaste gastrointestinal.
Óxido Nítrico: causa problemas respiratórios, coceira, vômitos, tremores, asma e sudorese intensa.
Creatina: apesar de criar a falsa ilusão de aumento muscular, o que realmente ocorre é um aumento da reserva de água dentro das células, o que faz com que as pessoas fiquem inchadas.
Proteínas: prejudica o funcionamento dos rins e fígado.
Substâncias estimulantes: provoca dependência psicológica, aumento da pressão, agitação, distúrbios do sono e falta de coordenação motora.
Óleo de Cártamo: provoca distúrbios do trato gastrointestinal, diabetes tipo 2, inflamação e risco de doenças cardiovasculares
Precursores do HGH – pode ocasionar diabetes, ginecomastia (aumento de mamas em homens), síndrome do túnel de carpo e acromegalia (gigantismo).
Saiba também o que ocorre quando vitaminas são consumidas exageradamente:
Vitaminas: prejudica o funcionamento do fígado e dos rins. Em alguns casos, provoca espinhas e flatulência.
Cálcio: pode ocasionar cálculos renais, redução de magnésio no organismo (se combinado à vitamina C), fraqueza muscular, irritabilidade, depressão, problemas de memória e anorexia.
Fósforo: em excesso pode levar à pressão alta, confusão mental e problemas cardiovasculares
Magnésio: provoca fraqueza muscular, pressão baixa, rubor na face, náuseas, insuficiência respiratória e boca seca
Ferro: Danifica o paladar metálico, causa dor de cabeça, náusea, tontura, pressão baixa, perda de peso, dor nas articulações, problemas no fígado e no coração;
Zinco: provoca anemia, febre, queda no sistema imunológico e nos níveis do colesterol HDL (colesterol bom)
Cobre: provoca náuseas, vômitos, hemorragia gastrointestinal, diarreia, anemia e cirrose.
Manganês: pode atuar no crescimento de células cancerígenas.
Vitamina A: prova ressecamento e descamação da pele, dor nos ossos, nas articulações e na cabeça, cãibras, tontura, náuseas, problemas no fígado e no crescimento.
(Matéria retirada do Portal da Educação Física)
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